É uma comorbidade que afeta um número elevado de pessoas por todo o mundo, porém existe prevenção e tratamento. Os bons aliados para evitar a obesidade é uma rotina alimentar saudável e equilibrada, taxas hormonais controladas e prática de exercício físico.

É caracterizada pelo acúmulo de gordura corporal e pode acarretar graves problemas de saúde e levar até à morte. O obeso tem mais propensão a desenvolver hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, artrose, apnéia do sono, pedra na vesícula, artrite, cansaço, refluxo esofágico, dores crônicas, tumores de intestino e de vesícula, entre outras doenças. Pode, também, mexer com fatores psicológicos e causar depressão ou outros distúrbios de comportamento.

Pode ser diagnosticada pelo Índice de Massa Corporal (IMC) dividindo-se o peso (em Kg) do paciente pela sua altura (em metros) elevada ao quadrado. Pela Organização Mundial da Saúde (OMS), quando o resultado fica entre 18,5 e 24,9, o peso é considerado normal. Entre 25,0 e 29,9, sobrepeso, e acima deste valor, a pessoa é considerada obesa.

Quando o valor do IMC ultrapassa 40 o paciente é considerado obeso mórbido e o tratamento além das mudanças de estilo de vida sempre inclui medicamentos ou até mesmo a cirurgia bariátrica.

O excesso de peso pode estar ligado ao patrimônio genético da pessoa, a maus hábitos alimentares ou, por exemplo, a disfunções endócrinas. Por isso, na hora de pensar em emagrecer, procure um especialista.

A prevenção contra a obesidade: atividade física e alimentação adequada. O estilo de vida sedentário afeta diretamente contribuindo para o surgimento dessa patologia. A dieta deve ser balanceada e sempre evitar excesso de alimentos ricos em gordura e açúcar. Lembrando que isso deve ser iniciado na infância.

“Está comprovado que relacionamentos sociais e romances são menos frequentes entre obesos, já que eles saem menos de casa devido a diminuição da autoestima. Agora, uma vez existindo o relacionamento, a obesidade pode interferir no relacionamento sexual. Ela está relacionada à redução da testosterona, o que pode levar a redução de libido e a problemas de ereção nos homens. Já nas mulheres, existe uma redução dos níveis de hormônio feminino e aumento no nível dos masculinizantes. As mulheres têm aumento de pêlos, irregularidade menstrual e redução da fertilidade. As chances de todos esses problemas se resolverem, com uma perda de peso na ordem de 10%, são bem grandes.” (site da SBEM)

Dra. Bruna Camarão